sábado, 16 de abril de 2011

Vida instável

Vida fraca e instável
Sempre prestes a acabar
Em menos deu um segundo algo pode em sua cabeça entrar
Daí então será apena mais uma mancha vermelha no chão
Um cartucho ainda quente e uma capa de jornal

É só isso, trabalhamos para ter dinheiro
Dinheiro para ter casa
Casa pra se ter uma mulher
E no fim ter um filho
Tentativa tola de se fazer imortal

Lucas Mendes de Oliveira

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Carnal passado

Nunca  ei de esquecer
Do carnaval em que eu conheci você
Nos falamos de Morais, e dos meus  vícios imorais
E como na vida arriscar mais

Mas agora o que faço eu da vida sem você
Você não me ensinou a te esquecer
Agora quero e peco  a todos
Conselhos para não parecer tão tolo

Agora os confetes foram já embora
E está no lixo as fantasias das escolas
Mas não consigo esquecer
E no martírio e pranto eu não posso mais viver

Lucas Mendes de Oliveira

O que somos nos?

Sabe o que você é
Provavelmente entre 70 e 95 quilos de massa gelatinosa
Cheio de banhas, roupas para tampar o natural
Cheio de vícios com uma massa encefálica desprezível

Somos devoradores de gente
Antropofágicos do mal
Vingança realmente se come em um prato frio
Come-te a carne de teu irmão
Mas coma com força
Com vontade
Aquela mesma que você usou para matar sua presa
Animas que se acham muito
Porém são apenas animais em uma selva de pedra e aço

Venha devore o lixo
Divida o escarro
Curta o asco
E coma, assim como animal que você é
Coma crua
Porque mantêm aquele tempero
Ah tempero forte
Apenas presente no sangue fresco
Tempero de morte


Lucas Mendes de Oliveira

A Auto castração

Me faço fraco
Minhas bolas lutam contra a gravidade
 É verdade!
Tiro uma faca
A mais afiada
Texto o corte
Fecho os olhos e preparo-me  para a morte

Então vai, lentamente
Quero curtir meu ultimo prazer
Quero ser um puro
Um castrate católico

Tomo depois alguns antibióticos
Ver ali jogado ao chão
Meu órgão mais amado
Agora cortado
Proibido da ereção

Mas assim me torno um puro e posso me chamar de um irmão
Ser rico bem sucedido
Admirado por todos
Beberei champanhe em banheira e vinho no vaticano
Serei perfeito
Deixarei de ser um ser humano


Lucas Mendes de Oliveira

Odi na Madrugada

Ando agora
Entre essas ruas tortas
Onde vi belas auroras
Onde vivi  belas historias
Vida bela da madrugada
Vivendo apenas da estrada

Bebendo cerveja de bar em bar
Bebendo água ardente, wihsky e gin
Vida boa!
Ruas vazias zuando as esquinas
Vivendo mais!
Mais rapido quebrando os semáferos
Acordando os ratos
Divertir-se intensamente
E quando a mente não agüenta mais
Você simplesmente volta para seu lar
No calor do ninho dorme
Sem importar em acordar

Lucas Mendes de Oliveira

domingo, 10 de abril de 2011

Vida na cidade

Olho pra baixo
Tantas pessoas tantos carros
Vejo aquele velho
Do seu bolso arranca um cigarro
Engatilha o isqueiro
Mas eu estou aqui decidido a desmentir

Admiro aquele que fazem
Aqui a gravidade é forte
As gotas de suar demoram a cair
E nem um miserável olha pra mim

Penso no meu pai, dou um passo
Penso em minha mãe , dou um passo
Penso e meu avo, paro
Penso em você me retraio
Me sinto traído por mim
Um verdadeiro retardado
Retraído sem coragem de ir

Espero por você
Quero cair em teus braços
Mudar para São Paulo
Virar um católico
Não viver o caótico
Parar de beber
Passar a fumar
Só para um dia o vício largar
E quem sabe assim alguém me admira


Lucas Mendes de Oliveira

A Bailarina da Vila Boa


A bailarina da Vila Boa

Eu conheço e tenho historias pra contar
Sobre essa garota
São tantos copos, tantas mesas e um só bar( e algo para cantar)
E no final resta uma conta longa uma conta longa
Ela se equilibra como uma bailarina
E de baixo do braço seu abraço em seu copo com pinga

Tantas encrencas, gargalhadas e lagrimas presentes e passadas
Com uma só pessoa
Com uma finése  importada da vila boa
Que agüenta minhas amantes tão errantes e mau pagas
E diz que é tudo atoa
Ela se equilibra como uma bailarina
E de baixo do braço seu abraço em seu copo com pinga


Lucas Mendes de Oliveira 

Ontem

Lembro-me da ontem
Tá nao lembro tanto assim como digo
Maldita bebida de purificação; maldito malte
E o whisky a........ como fui me esquecer de você
A sua versão anglo latina, portuguesa africanizada

Feridas na minha mão mensagens no meu bolso
No banheiro aquele cheiro da fermentação
Repudio da nossa família
Olhos vermelhos, sede mediterrânea

Aquele maldito sujeito
Ele ficou um dedo de colocar a mão na minha cara
Séria melhor assim
De que adianta ler os Alemães, franceses e os outros clássicos
; DA NOSSA VIDA
Prometo parar, um dia

Lucas Mendes de Oliveira

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Felicidade Plena

Hoje estou feliz
Estou feliz porque o dia está para acabar
Cada dia acordo ansioso para mudar a página do calendário
Tal glossário matemático que conta o tempo que falta para eu te ver
Ligo a T.v para ver se o tempo passa mais rápido

No rádio presto atenção nas letras de amor
Isso deve mostrar que estou apaixonado
Escrevo um soneto, rasgo um poema crio um dilema
Faço tudo só pra tentar parar de pensar
Que se faltam ainda alguns dias para eu te ter em meus braços

Dia lindo será esse
Acho que vai fazer sol
Ma também isso pouco vai importar
Quando meus olhos captarem a luz que teu corpo emana
E você me lançar aquele sorriso que é só seu
Eu vou saber que a espera valeu apena
E que todos esses dias que esperei são poucos comparado a aquele instante belo

 Lucas Mendes de Oliveira

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Métricas Babacas


Amor verdadeiro é só você
 Faz meu coração forte palpitar
 Sorriso tão lindo como o mar
Cria um desejo profundo de vê-la

Em seus braços eu quero morar
Você é a resposta do meu ‘’que’’
Por que ter olhos se eu não posso ter-la
Oh coração que não sabe amar!

 Por que na vida devo eu sofrer
Essa grande falta de ter você
Deus mal esse que quer me separar

O meu coração bate sem parar
Mas eu muito me pergunto pra que?
Se estou aqui longe de você.


Lucas Mendes de Oliveira

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Encavernados

Manipulados pela  obscuridão

Mundo cercado de falcas verdades
Controlados pelo medo
Robôs mal programados

Habitantes dos lugares fétidos
Somos movidos pelos nossos desejos mais sujos
Fetiches  maldosos , vontade de dominar
Escravizados pela ignorância.

Lucas Mendes de Oliveira





sexta-feira, 1 de abril de 2011

Do que somos feitos


Ser humano,  é ser imperfeito
O homem não presta
A mulher não vale nada
Somos enganados diariamente
E ainda temos coragem de exibir nossos dentes

Procuramos sempre lutar contra a natureza
Fingimos não ser animais
Mas a carne é fraca!
Somos meros mortais
Vivemos no limiar
Vem o grito do chumbo
Em menos de um segundo somos apenas carne podre
Carne fria jogada ao chão

Lucas Mendes de Oliveira