segunda-feira, 30 de maio de 2011

Liberdade

Mundo, o homem é um animal
E nada mais!
Não é porque não lambemos nossos sacos
Que não somos escrotos
Não é porque não praticamos coprófaga
Que não somos um monte de merda
E não é porque nós nos banhamos
Que não somos sujos

Um bom gemólogo, veria a falta de valor do homem
A estupidez de se achar sábio
Somos a corja das criações de Deus
Aliais Deus esse quem nem sabemos se realmente existe
Porém, por ele já matamos milhões

Palmas, palmas, palmas a estupidez humana
O único animal que eu conheço que fez questão de se enjaular
E que de tanto mentir não sabe  mais o que é realidade

Passamos anos e anos desenvolvendo um sistema para viver com saúde
E tudo que temos hoje é um sistema tão podre
Que apodrece   a pisique de todos que vivem nele
Monte de bestas perfumadas com fezes
Doentes em estado terminal, porém com ainda tanto pra viver
E assim vivemos
Sofrendo o mal estar de cada dia
Quando nos falta fôlego  estancando assim o choro
Acreditamos estar felizes
Mas não!
Não seja sínico, maldito pingüim de escritório
Não rasgue sua pele atoa com um sorriso forcado
Será que é possível der realmente feliz no meio de tantas regras
Até para escrever esses versos sujos
Tive que me submeter as malditas regras da língua portuguesa

Somos viciados pelas normas
Ser controlado faz parte de nós
E ainda nos enganamos dizendo: Eu estou no controle
Lutamos por uma liberdade muitas vezes sem um norte
Não temos sabedoria para sermos livres
Somos meros animais
Que contam com a sorte
E admira os relógios esperando a hora da morte

Lucas Mendes de Oliveira

É

Tem gente por ai que diz que a vida é boa
Que Deus é amor
Que o amor é eterno
E muitas outras frases com a nossa quinta letra do alfabeto

Mas, eu me pergunto
Se a fosse boa
Não existira cachaça
Se Deus fosse amor
Ele não seria tudo
Se o amor fosse eterno
Não precisaria de contrato nem terno pra se casar

Lucas Mendes de Oliveira

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Fotografia

Quantas vezes eu no olho para aquela foto
Com um olhar singular
Respiro fundo e me vejo acariciando seus cabelos
Me perco em seu sorriso
É o meu um segundo no paraíso

Mas ai saio desse lugar belo
E volto para o inferno
Que é viver longe de você
Passo a entender  com quantos metros fazem se um quilometro
E quantos quilômetros malvados me separam de você
Roubando de mim, a alegria de viver


Lucas Mendes de Oliveira

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fome

 Fome forte
Pessoa fraca
Conta com a sorte
Pra escapar da morte

Pele seca
Boca travada
Olhos avermelhado
Pele assada pelo sol

Preparado para o abate
Em um grito diz: mate-o
E então seu filho
Come-te cru

Lucas Mendes de Oliveira

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O amor existe!

Sim!
Aqui é aquele que sempre o amor negou
Seguro agora lhes digo, que....
Haaa o amor. Ele existe
Aqui, dentro de mim, pelo menos  tornou-se uma verdade

Lucas Mendes de Oliveira

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sua Culpa

Antes eu era um cético
Não acreditava em nada sincero
Meu deus era Eros
A ciência o meu mor
A crença meu pior
No perfume mais puro
Eu só via o álcool

Agora graças a senhora
Despedaço meu celebro
Me embaraço em versos
Creio no eterno
E espero que o meu seja com você

Lucas Mendes de Oliveira 

Saída

Não sei para que rumo vou
Roubaram meu norte
Me contaram mentiras tão verdadeiras
E hoje creio na sorte

Sinto-me seco dentro de mim
Talvez seja coisa de pessoa do cerrado
Já acostumado a secura entre os galhos
Que aflige meu peito

A solução é dormir
Entrar no meu mundo Dionísico
Provar novamente aquele vinho
Guardado dentro de você
Nos meus sonhos bons
Sempre há hora marcada para rever você

Lucas Mendes de Oliveira

domingo, 8 de maio de 2011

Masturbador

Quem escreve para si
É na verdade um grande masturbador
Não consegue dividir o seu amor

Lucas Mendes de Oliveira

Coprofagia

A madrugada é meu mor
Desperta o meu pior
Me faz procurar por suor
Resulta em poesia
Versos jogados na pia

Como o velho saado já dizia
Cale essa boca e me traga uma bebida
E assim arrasto minha vida
Entre caffes e ruas vasias
Vomitando poesia
Em um grande ato de coprofagia



Lucas Mendes de Oliveira