quinta-feira, 31 de março de 2011

Suburbanos

Poetas do nada
Alcoólatra, safados
Pederastas orgulhosos
Mendigos endinheirados
Desfilado sua riqueza européia, no verão tropical
                                                                                 
Eu cuspo no seu olho
Vomito na sua boca
Urino na rua roupa
Parte rota, rota as suas prisões chamadas de lar
Ah... lar doce lar
Muros altos me recobrem, estatuetas que não entendo estão na minha sala
Desperdiço de carrára

Burguesia gorda, tola
Continuem a brigar por nada
Pois, quem sabe um dia vocês se matem

Lucas Mendes de Oliveira

Questões?

A bíblia diz
Que muitos falsos profetas aparecerão
E então aparece
Um chamado espírito santo
E ainda dizendo que é Jesus

Sacrilégio, sacrilégio
Padre! tire esse menino de baixo de sua bata e venha gritar comigo
Pastor! pare de roubar esse dinheiro e venha gritar comigo
Esse dito espírito santo fora um falsário de  nosso messias

É esse ser satânico, para ser ainda mais maligno
Escreveu um livro
Essas escrituras fizeram já várias vítimas
Provocou diversas guerras
E gerou muitas mortes
Esse livro se chama Bíblia.

Lucas Mendes de Oliveira

O Medo

Medo ,antiga Cleopatra
Com grito em coro
Lagrimas de verdadeiro choro
Formosa ópera real

Amigo vermelho
Amigo verde
Companheiro de fato
Parceiro confiável.

Lucas Mendes de Oliveira


Carne Materna

Sangue materno
Sangue sujo que jorra mensalmente
Que fede, sangue cremoso

Quero um sangue mais puro!
Quem sabe procure outro lugar
Um corte bem feito na jugular

Sangue límpido
Escorra pelas minhas mãos lentamente
Suba a minha mente
Vai, pegue a navalha!
Admita que também é um canalha
Cortas tua mãe

Experimente lentamente
Curta o momento, não sufoque os gritos
Grite também, a orgia é nossa
Você é meu convidado para comer essa carne não maturada
Carne de minha carne
Sangue de meu sangue
Meu, meu, meu e meu
Com um copo de leite, faço um banquete
Com carne materna.

Lucas Mendes de Oliveira

Peneserétil

Coma da carne
Experimente o gosto do porco meu querido rabino
Somente  um pouco, para que quando morra saiba mais que os outros
Não esconda com a bata algo que deus lhe deu seu padre

Seja sujo, pule na lama
Grite nu na rua
E claro! Desobedeça
Crie sua cabeça

Afinal, meus queridos seres ainda não finados
Seres, que possuem o prazer anal
Homogêneos, mutáveis Homo
Malus por condição
Somos todos mais alguns peneserétils

Lucas Mendes de Oliveira

segunda-feira, 28 de março de 2011

Distância

Deus sádico que me colocou tão longe de você
A todo minuto te quero
Porem  eu só sento e espero
Pelo momento belo que eu possa te ter

Os segundos se arrastão e se tornam eternidade quando estou longe de você
E o que é que ainda faltam tantos segundos para eu poder te ver
Nosso amor de segunda vista que inspira minha poesia
 Na solidão de não te ter
As madrugadas que são sempre minhas amigas
 Imploram para te conhecer

Será que isso é ser dramático?
O sentimento me tornou um lunático
A distancia , a...... distancia
Dor maior que me faz querer sempre mais você
Um dia ainda espero ser feliz
Entrar em  minha sala para ler um livro e lá te ver
Linda como sempre com um ar bucólico
No meio do mundo caótico que você propôs viver

E então agradecerei a deus
Por ter desvelado seu sorriso
Seu andar, seu olhar
E até suas deformidades que estão ai só pra provar que você é real

Lucas Mendes de Oliveira

Seu Sorriso meu

Seu sorriso é a combinação perfeita dos seus trinta e dois dentes
A suas bochechas esticadas moldando os seus lábios
O seu sorriso é inexplicável até para os mais sábios
Como um simples movimento bucal pode me deixar tão contente
Mas infelizmente ele esta tão longe de mim
E não consigo esquecer  daquele sorriso puro e sincero
Dos beijos que tanto quero
Que agora moram só na minha imaginação 


Lucas Mendes de Oliveira

domingo, 27 de março de 2011

Auto Retrato



Atravesso  a rua correndo
Não olho para os lados
E quando chego em casa me deságuo
Leio um livro, fumo um cigarro
Bebo uma cachaça

Eu sorrio, porem sorrio muito
Mas também  como o Alemão já dizia
O sorriso é símbolo da compreensão
Por isso eu sorrio sempre
Estou apenas entendendo  minha tristeza
Entendendo a tristeza do mundo

E no final morremos
Cometemos a loucura de tentar ser normal
Procuramos pela psique saudável
Mesmo sabendo que vivemos em um mundo doentio
Descobrimos que o mundo é Dadaísta
E dormimos

Lucas Mendes de Oliveira

A Realidade



O vermelho falou
-Morte ao verde !!!
O verde retrucou
- Morte ao vermelho
E no norte os dois lutaram
Até que o grande monstro dos mares chegou e comeu os dois
Gosto bom da pior qualidade
A mistura o causou grande asco, e então o monstro regurgitou

A mescla das duas cores mostrou-se um veneno fatal
Matando a fera e a fazendo gritar
Daquela massa morta, em putrefação
Nem verde e nem vermelha
Nem leste e nem oeste
Nasceu a realidade em que vivemos

Lucas Mendes de Oliveira

Jovens Velhos

O tempo passa
 Se agente não tenta sentir
 Agente não sente, ele passa, ele simplesmente vai
E agente não tem historias pra contar
E quando a consciência cai
Estamos velhos e dizendo
É eu devia ter aproveitado mais

Nossas caras cheias de rugas
A lembrança das antigas ruas
Que deixamos de passear
Todos os copos que deixamos de tomar
E todos os corpos que deixamos de beijar

Lucas Mendes de Oliveira

O Poeta

O poeta
Quem seria
O que séria do poeta sem a poesia
E a poesia sem a boemia
 Verso de coca cola
Não obrigado
Prefiro a velha cocaína

E que encha o meu copo por que
Um filho meu irá nascer
É se chamará José
Nascerá para em se escrever


Lucas Mendes de Oliveira

Nomes Juntos

Estou a espera, por uma mulher para meu nome compartilhar
Mas enquanto ela não chega, eu pego minha viola e amigos e vou ficar no bar
E quando essa donzela  enfim chegar, não bata na porta basta gritar
Que o mais cedo que der de terno e gravata estarei disposto a me apresentar
Para o meu posto de homem seu, que eu sei que sempre foi meu

Na boca trarei uma canção e uma rosa sem espinhos trarei na mão
Teremos dois filhos belos, o menino será Carlito
E nossa casa farei com um martelo
E quando for descansar volto eu para o bar (e não tiro o pé mais de lá)

Lucas Mendes de Oliveira

No mundo nao há

No mundo não há
Paes na padaria, só tem
Não há
Oportunidade pra ninguém
Não há filosofia
Só se mata a alegria
De quem busca sempre, mas um pouco do que tem

No mundo há tristeza
Pra quem vive na certeza de não acordar amanham
E logo cedo o sol sai rasga minha pele puxa todos meus cabelos
Mostra ao mundo o belo feio que sou


Lucas Mendes de Oliveira

Amor Ateu

Nao sei se tudo posso
Ter a posse de tudo
Que eu queria crer
Em mentiras de domingo
Só para tentar me entender

E dizer que não é culpa do vinho
Que eu esteja aqui agora falando sozinho
De você

Então vê
Que nada pode mudar o que está feito
Ou adiar o que vai acabar

Lucas Mendes de Oliveira

Viajem

Ele me abraçou
E até parece que parte de mim ele roubou
Mas a vida é assim
Felizmente pra poucos e infelizmente pra muitos

Agora ele está pra fora
Sentado em algum lugar, fazendo algo
E eu não posso ficar aqui parado tentando adivinhar
Pego um cigarro pra fumar
Arrumo uma razão pra caminhar, ai ver
Vou tentar viver

Lucas Mendes de Oliveira

Duas Horas

Duas horas
Na matina, e me vê um Schott
Que já bebi o da cozinha
Ou um schot de tequila

Não importa o sabor
Então me diga
Pra quem não sabe se é noite ou dia
Só sobre outra bebida

Lucas Mendes de Oliveira

Deixe

Deixe-me passar por essas ruas
Por onde andas entre águas turvas
Procurando me encontrar
Lembro-me das coisas tão suas
Que você mandou eu buscar

Me diga um dia
Entre minhas idas e vindas
Da porta do bar pra outro lugar
Procurando me encontrar
Mas sei que nunca vou achar

Peço um copo pra me acompanhar
Um lugar para ele sentar
E um algo pra ele tomar, pra escutar
Minhas historias, antigas auroras
De outras pessoas e de outro lugar


 Lucas Mendes de Oliveira

Conversa Fiada

Conversa Fiada

Sempre dizem que sou louco
E que não vou mudar
Que minha vida se passa de bar em bar
E sempre alguém pergunta se ta tudo bem
Eu digo que sim
Mas não tá
Mas é mais fácil que conversar

Lucas Mendes de Oliveira

Auto Retrato

Auto Retrato

Atravesso  a rua correndo
Não olho para os lados
E quando chego em casa me deságuo
Leio um livro, fumo um cigarro
Bebo uma cachaça

Eu sorrio porem sorrio muito
Mas também  como o Alemão já dizia
O sorriso é símbolo da compreensão
Por isso eu sorrio sempre
Estou apenas entendendo  minha tristeza
Entendendo a tristeza do mundo

E no final morremos
Cometemos a loucura de tentar ser normal
Procuramos pela psique normal
Mesmo sabendo que vivemos em um mundo doentio
Descobrimos que o mundo é Dadaísta
E dormimos

Lucas Mendes de Oliveira

Carnaval Passado

Nunca  ei de esquecer
Do carnaval em que eu conheci você
Nos falávamos de Morais, e dos meus  vícios imorais
E como na vida arriscar mais

Mas agora o que faço eu da vida sem você
Você não me ensinou a te esquecer
Agora quero e peco  a todos
Conselhos para não parecer tão bobo

Agora os confetes foram já embora
E está no lixo as fantasias das escolas
Mas não consigo esquecer
E no martírio e pranto eu não posso mais viver

Lucas Mendes de Oliveira

 

Fidelidade

Fidelidade
Por favor, fica em mim
Não atira no meu peito com maldade
Diga ao cupido
Que prefiro hoje ficar inibido

Se eu trair minha dama por uma qualquer
Não sabes como é difícil o perdão de uma mulher

Não roube a felicidade de mim
Prefiro ficar eu sozinho aqui
Do que perder quem me quer
Por uma noite  apenas
O amor de minha  mulher

 Lucas Mendes de Oliveira

 

Eu Gosto de você


É tão difícil de dizer, mas..
Lembra de mim? Do último carnaval?
Olha, não me leve a mal
Mas é que eu lembro de você, penso em você
Eu quero você

E por favor, não se assuste
É que eu tenho tanto a dizer
E tanto medo de escrever que só sai isso
Palavras balbuciadas por um gago apaixonado qualquer

Posso até estar errado e logo te esquecer
Mas não sou louco, e se quer vou deixar passar
Vai que você não é uma mulher qualquer
Vai que você é a mulher

Lucas Mendes de Oliveira

Ressaca

Redescoberta, repudio
remorso raro
remédio regenerado
recado, retiro rápido
ressente raro
ralo retardado
ré rente
ressaca

Lucas Mendes de Oliveira

Dia-a-dia

Dia-a-dia


A vida
Das belezas feias e a mais bonita
Reação de um descuido materno
E da safadeza paterna

Alias e culpa deles
Não pedi para estar aqui
Animais movidos por leis
Falsos seres movidos pelos prazeres

Alias não são eles os únicos culpados
Culpo também a Bíblia
Cheia de textos errados
Que me fez errante assim

Mas agora é tarde
Estou morrendo
Sou feitos de carne apodrecendo
Minha vida é uma maravilha
Vou ao banco, estudo a noite e trabalho de dia

Por isso disso com a boca cheia de dentes podres de falca alegria
Nesse mundo se morre a vida
Por isso vou ao bar e não a leiteria

Aropax

Aropax

Estou sempre um dia adiantado
A insônia minha querida dama
Que sempre me acompanha
para mais uma bebida
gosto me mulher sem minha
que não da birra
E bebe ate não saber quem mais é
e assim me leva pra cama
A....
amada  insônia

 

Bilhete

Bilhete

Eu me encontro aqui parado
Triste e lendo um epitáfio
Como Giuliata ao ver a face do seu amado
Em palavras velhas acorrentado

De um velho alguém e que eu não sei quem
De tudo novo deu pouco
E absurdo, de um novo surto
Pós- moderno e que vai nos atacar

Onde as drogas se tornam os remédios
Para cuidar de todos meus casos sérios
Que só me fazem chorar

Entre os caminhos só resta escolher
Correr ou ficar? Matar ou morrer?
E assim fico longe do mundo, de tudo
Mais longe de você 

 

Adeus

Adeus

Não sei se tudo posso
Ter a posse de tudo
Que eu cria crer
Em mentiras de domingo
Só para tentar me entender

E dizer que não é culpa do vinho
Que eu esteja aqui agora falando sozinho
De você

Então vê
Que nada pode mudar o que está feito
Ou adiar o que vai acabar

Lucas Mendes de Oliveira

Mortos Vivos

Mortos vivos

Eu não nasci para ser feliz
Essa é a sina que fica estampada na cara
Pendurada entre as verrugas do meu nariz
Queria sim renascer, ou morrer
Mas coragem falta
Tudo é pouco
A água deve ser poça
O cigarro deve ser chato
O álcool deve ser  dosado
E assim aprendo que mesmo andando
Por dentro já estou morto

Lucas Mendes de Oliveira

Blue vida


Duas horas
Na matina, e me vê um Schott
Que já bebi o da cozinha
Ou um schot de tequila

Não importa o sabor
Então me diga
Pra quem não sabe se é noite ou dia
Só sobra outra bebida

Lucas Mendes de Oliveira

Bossa da Sarjeta



Bossa da sarjeta

Sinto uma coceira leve, uma febre, grande dor
Minha mãe diz que é encosto o doutor diz que é amor

Mas como que eu faço se minha amada não me quer
Despido mas de mil flores só por essa mulher
E mesmo com todo esforço ela insiste no mau me quer

E agora eu não tenho mais razão
Pobre do meu coração
Que já de tão mau tratado
Encontra-se despedaçado
Se encontrar sozinho e embriagado, na sarjeta a cantar

Agora vou seguir os conselhos da escola
Não seja retardo queime o retrato e vá embora

Lucas Mendes de Oliveira

Filho da puta


O homem olha e com uma boca cheia diz: filho da puta
entre dentes podres essa palavre esmurra
deus fraco que nao colocou paltebras nos ouvidos
agora devo eu sentilos entre meu cranio ecoar

viro e digo
Sou filho da puta sim
mas pelo menos tenho mae

Lucas mendes de Oliveira

Inferno é a Terra

Inferno é a Terra

Vivo vivendo
vivo vendo
Queimando
com rimas pobres
Esperando que algo sobre
para então me alimentar
Ou desisto indo para um bar
Vida desgastada
Desgraçada
Mais é a que temos para viver
É tão fácil para que durante o ano se hiberna
No desespero amputa uma perna
Descobrir que o inferno é na terra

Lucas Mendes de Oliveira