Sangue materno
Sangue sujo que jorra mensalmente
Que fede, sangue cremoso
Quero um sangue mais puro!
Quem sabe procure outro lugar
Um corte bem feito na jugular
Sangue límpido
Escorra pelas minhas mãos lentamente
Suba a minha mente
Vai, pegue a navalha!
Admita que também é um canalha
Cortas tua mãe
Experimente lentamente
Curta o momento, não sufoque os gritos
Grite também, a orgia é nossa
Você é meu convidado para comer essa carne não maturada
Carne de minha carne
Sangue de meu sangue
Meu, meu, meu e meu
Com um copo de leite, faço um banquete
Com carne materna.
Lucas Mendes de Oliveira
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