quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Diagnostico Humano

Diagnostico Humano

A alegria
É um mal, efeito de algum entorpecente
Natural ou não
Que ocasiona uma demência temporária sobre o nosso estado de miséria

A tristeza
É a noção completa da beleza
A consciência de nossa fraqueza
O nosso maior estado de consciência

A vida
É uma doença infecto contagiosa
Transmitida sexualmente
Que mesmo por mais que você lute contra ela
Ela te ocasiona o óbito

A morte
Uma certeza que temos
Mas mesmo assim oque há depois da mesma é um segredo
Que por medo nos faz contar com a sorte


Lucas Mendes de Oliveira

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Entorpecente natural

Lembro-me perfeitamente de ti
Da forma de suas feras
Das falas sobre suas quimeras
E de meus versos baratos de amor
Que mesmo já  bem desgastados
Ainda aplicam-se a esse seu autor

Me diga alguém
Se um dia achar
Droga mais entorpecente
Que o próprio amor


Lucas Mendes de Oliveira

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Na mesma noite

A saudade dói
E como corrói a miserável
Culpa do coração, esse ser amável
Que faz questão de não distinguir
Raça, cor credo ou religião
E não sabe medir distancias

Ser incontrolável
Malvado
Agora, me encontro aqui sozinho no meu quarto
Brincando com as palavras em um sincero ato
Uma tentativa fútil de te sentir um pouco mais perto de mim


Lucas Mendes de Oliveira

Hoje em Dia

Você já acordou bem ou mal
Abriu a janela da esperança de ver o sol
E luz foge de você
Luz covarde
Não tem coragem de lutar contra a minha cara
Desso os degraus me equilibrando contra o sono
Faço um café
Rejeito o assucarE percebo que acabo de rejeitar
A única coisa doce que poderia ter no meu dia

É ruim você ter a noção do nada
Saber demais sobre si assim pode até doer
Então tentamos fazer muitas coisas
Dar algum sentido a essa coisa frágil chamada de vida
Marcamos reuniões, escrevemos um livro, fazemos projetos
Mas ainda somos frágeis

Quem me dera ser um violão para tocar várias pessoas
Quem me dera ser um verso e ser lido por muitos
quem me dera ser um quadro, para vestir uma moldura e ser admirável
Mas infelizmente sou apenas um homem


Lucas Mendes de Oliveira


Gravidade