quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Diagnostico Humano

Diagnostico Humano

A alegria
É um mal, efeito de algum entorpecente
Natural ou não
Que ocasiona uma demência temporária sobre o nosso estado de miséria

A tristeza
É a noção completa da beleza
A consciência de nossa fraqueza
O nosso maior estado de consciência

A vida
É uma doença infecto contagiosa
Transmitida sexualmente
Que mesmo por mais que você lute contra ela
Ela te ocasiona o óbito

A morte
Uma certeza que temos
Mas mesmo assim oque há depois da mesma é um segredo
Que por medo nos faz contar com a sorte


Lucas Mendes de Oliveira

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Entorpecente natural

Lembro-me perfeitamente de ti
Da forma de suas feras
Das falas sobre suas quimeras
E de meus versos baratos de amor
Que mesmo já  bem desgastados
Ainda aplicam-se a esse seu autor

Me diga alguém
Se um dia achar
Droga mais entorpecente
Que o próprio amor


Lucas Mendes de Oliveira

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Na mesma noite

A saudade dói
E como corrói a miserável
Culpa do coração, esse ser amável
Que faz questão de não distinguir
Raça, cor credo ou religião
E não sabe medir distancias

Ser incontrolável
Malvado
Agora, me encontro aqui sozinho no meu quarto
Brincando com as palavras em um sincero ato
Uma tentativa fútil de te sentir um pouco mais perto de mim


Lucas Mendes de Oliveira

Hoje em Dia

Você já acordou bem ou mal
Abriu a janela da esperança de ver o sol
E luz foge de você
Luz covarde
Não tem coragem de lutar contra a minha cara
Desso os degraus me equilibrando contra o sono
Faço um café
Rejeito o assucarE percebo que acabo de rejeitar
A única coisa doce que poderia ter no meu dia

É ruim você ter a noção do nada
Saber demais sobre si assim pode até doer
Então tentamos fazer muitas coisas
Dar algum sentido a essa coisa frágil chamada de vida
Marcamos reuniões, escrevemos um livro, fazemos projetos
Mas ainda somos frágeis

Quem me dera ser um violão para tocar várias pessoas
Quem me dera ser um verso e ser lido por muitos
quem me dera ser um quadro, para vestir uma moldura e ser admirável
Mas infelizmente sou apenas um homem


Lucas Mendes de Oliveira


Gravidade

domingo, 18 de setembro de 2011

O Segredo de Ser Louco

As vezes paro e penso um pouco
Finjo não ser louco, para não assustar as pessoas
Com suas vidas mesminhas
sem motivo para andar
Mas ainda sim esses sere vagam pelas ruas
E se me perguntam: está tudo bem?
Digo que sim
Porque, é mais fácil mentir
Do que me explicar

Lucas Mendes de Oliveira

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Combustivel


Eu não sei mas o que quero da minha vida
Tem dias que acordo padre
Na minha mão carrego a bíblia
E outros que durmo em lage
Curtindo a boemia

Ontem mesmo
Descobri que meu dinheiro não é igual ao dos outros
Baseado naqueles liquido preto
O meu é assim inspirado no meu mimo
No sagrado Scott de domingo

Liquido preto roto
Que de amaldiçoado, escraviza os outros
Inútil, banal
Incapaz de alimentar um porto
Prefiro o vermelho
Sagrado vinho do Porto


Lucas Mendes de Oliveira

domingo, 21 de agosto de 2011

Noite passada


Eu não quero pensar em um outro alguém
Não desejo nada de ninguém
Meu amor você sabe que me fez  tão bem

Ao som de cães que latem para a lua, encobrimos os nossos gritos
Champanhes, burbons, martines eu bebi tudo com o nosso suor
Como ricos, estúpidos e felizes sorrimos
Somente para exibir os dentes
Você me fez feliz e me faz tão bem

E agora vejo as paredes em outro lugar
Copos ,cacos e sol me obrigam a levantar
Eu vejo teu batom ainda nos tocos de cigarros
Um isqueiro usado e mais nada
E fico tão infeliz, já que você me fez tão bem


Lucas Mendes de Oliveira

Sem sentido


Sabe quando você acorda sem razão para levantar
Já com ódio da janela com suas luzes uivantes
 E a cidade naquela velha sinfonia histérica
Quando se perde no jogo tudo
Jóias, suor e luxo

Mas você sabe que tem que caminhar
Como já dizia vovó os pés são feitos para andar
Cambaleando, chorando de bar em bar
A busca de um lugar, um algo para lutar
Para se enlutar

E você sabe que a sina dos fracos
E não enxergar o que não há
Então pegue a minha mão, e vamos ao leste
Se o dia morrer meu bem
E porque a lua vai raiar
Me guiar entre essas ruas
E me levar ao tao lugar


Lucas Mendes de Oliveira

sábado, 20 de agosto de 2011

4x1


Olha meu amigo
Você vai me desculpar
Mas, dessa sua camisa eu sou vou aproveitar as cores
Esse seu símbolo mal desenhado
Troco por um triangulo com o topo quadriculado

E logo vocês que se diziam senhores
Sentam e choram todas suas dores
Levar de 4 em casa
Realmente arrasa

No final até deixamos você fazer um
Para não ficar tão feio
Mas desculpe meus senhores
Hoje nos somo os vencedores

Lucas Mendes de Oliveira

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amor do passado

Haaa.... o amor de infância
Esses dias me encontrei com minha amante de meu tempo de oitava série
Eu sempre fazia tudo por ela
E ela por mim nada

Lembro-me que nas aulas de teatro
Mandava-lhe recados nos intervalos dos ensaios
Tudo secretamente
Porque se isso passasse pela mente de minha diretora
Eu estava ferrado

E agora vejo como era demente
A menina que antes tinha seus peitinhos
Se encontra gorda, com tetas de vaca
Quadril duro e bunda empinada
Já são história passada
Ou início de alguma piada

Aquele ar de madura que tinha em sua cara
Se tornaram rugas
Que deixam-a acabada
É minha cara,
Tenho que falar a verdade
Acho que a gravidade te deu um tapa

Agora se você algo comigo quiser
Vou fazer questão de dar um não gostoso, de boca cheia
Porque eu estou melhor que você
E tenho uma namorada perfeita
Me diz porque iria eu ficar com uma baleia?

Lucas Mendes de Oliveira

Odi aos Remédios

Um dia vou ao médico
A espera que ele me receite um remédio
Alias, também sou um cidadão médio
Preciso de algo para fugir do tédio
E são eles que me impedem de pular do daquele prédio

Para mim, todas as pílulas merecem seu crédito
E para as longas bulas, tenho só tédio
É a única maneira de manter meu ritmo frenético
Sem que a fumaça da cidade me de um ataque epilético

Olho nas receitas os garranchos do médico
Acompanhados de seu sistema métrico
E  quando o efeito passa
Olho com outros olhos para aquele mesmo prédio

Lucas Mendes de Oliveira

O Algoz

O algoz
Ser agressivo e feros
Acostumado a lidar com todos seus ferros
Com os seus olhos azuis
Seu sorriso sarcástico
Escondendo seu lado sádico
Sei que você não tem pena de nós

Com os dentes afiados
Morde os seus lábios
Sei que na arte da tortura es um sábio
Me examina clinicamente
Analisa minhas juntas com uma vontade imensa de separá-las
A lobotomia é pra ti um sonho que mantém em mente

Sei que queres novamente
Ouvir os gritos dementes
Ecoando dentro de sua mente
Com seu pênis  excitando-se
Achando que está me fazendo de otário

Mas saiba que não!
Não sou cristão, não te julgo meu irmão
Eu também sei ser mal
Aliais ainda sou um mortal
Sei ter prazer pelo sangue
Admira-lo escorrer
É meu velho
É melhor você aprender a me temer

Lucas Mendes de Oliveira

domingo, 17 de julho de 2011

Pró-Curar



Tem vezes que as pessoas vão a rua
Para me procurar
E tem vezes que eu vou aos meus livros
Com esse mesmo objetivo
Leu Platão e me sinto tão falho
Leio Nelson Rodrigues e me deságuo
Leio Bukowski e me embriago

Mas ai lembro que nada importa
E que também nada somos
Daí quem me acompanha é Nietzsche
Antes do sexo
Penso em Jung e ajo Freud
E quando todos querem me fuder
Me deito com Policarpo
E aos meus livros digo
-Obrigádo-


Lucas Mendes de Oliveira

sábado, 16 de julho de 2011

Para ela

Alguém mata o meu eu de ontem
Freud estava errado
Como ele separa os seres em tentos tempos
Sendo que o agora é o meu único momento
 Pois é o único que estou você
Nietzsche falou sobre a solidão
Digo que o filósofo  só falou isso
 Porque ele nunca ouviu falar de você
Platão falou de o mundo das idéias é o perfeito
Mas você é perfeita e tão real
Kant disse que a beleza é uma verdade universal
E você não consegue vê-la em si mesma

Então que se dane os pensadores
O amor é irracional e perfeito
Se entregue por inteiro
Sem medo e anseio

Grite, chore e corra
Mas sorria
Sorria muito
Aproveite a ultima gota de seus sentimentos
E compartilhe
Misture nossas gotas de suor
Não tenha medo de assumir seu sorriso
Se a van filosofia não consegue explicar
O melhor é amar

Lucas Mendes de Oliveira

Banda de Niteroi

Há no mundo aquela banda que é podre
Também conhecida por muitos como ‘’A Corja’’
Esses seres existem em jogar merda nos bons
E apedrejá-los em praça pública, devido a sua coragem e ousadia    

Mas se há essa banda podre
Para contrapor
Existe a banda de Niteroi

Lucas Mendes de Oliveira

Amém/Axé

Sou proibido de negar
E em tudo tenho que acreditar
Só posso refletir
Essa é a única verdade a se pensar
O único lugar para onde ir

Isso para mim são apenas rimas pobres
Repetidas por pessoas de espírito mendigo

Não sou obrigado a crer em um ser
Que é homem e deus e que se sacrificou por mim
O velho credo quia absurdum
Não é uma verdade por aqui 

E porque me olha tão indignado de eu crer em espíritos alados?
Guerreiros do passado?
Em Orixás sagrados?

Desculpe-me, eu esqueci
Que  estava falando com um retardado

Lucas Mendes de Oliveira

Parabéns

Meus Parabéns
Você é um grande merecedor de um premio
Daqueles lindos, grandes e brilhantes
Para causar inveja em seu visinho
Encravado com diamantes
Retirado pelo itinerário
Das crianças sem deus

Aliás, nunca vi um ser mais cara de pau do que você
Que tem a coragem de rezar o pai nosso
E se masturbar gostoso
Pensando no goso, da amiga de sua filha
Bancando prostitutas nas ruas
É...agora vê você

És o mestre de esconder
Esconde toda a sua escrotisse
Em teus preconceitos moralistas
‘’Homossexuais são seres do diabo!’’
‘’Negros não namoram com minha filha!’’
‘’Não vou contratar esse doente na minha empresa!’’

Pobre idiota
Pelo menos  te resta esse premio de consolação

Lucas Mendes de Oliveira

sábado, 2 de julho de 2011

Buque de Flor

Trago-te um buque
Com a mais bela flor
Acompanhada por notas de meu amor
Que tenho por ti
E nele
Só um espelho
Para mostrar seu sorriso
E te fazer entender


Mas porque
Tenho eu de sofrer
O mau da distancia
Que me tira o prazer de viver

Lucas Mendes de Oliveira

Prazer Mortal

Quem é você que anda por aqui
Devagar na avenida
Sem lugar pra onde ir

Quem é você proposta a me mudar
Por ti vou me apaixonar
E sorrir

Dona de um sorriso tão belo
Quero ti para o eterno

Sem você não quero existir
Mulher...
Você é tudo que eu quero pra mim

Não me importo
Se a diferença existir
E assim que eu consigo sorrir

Você quebra todo meu eu racionar
E me faz
Ser feliz como outro mortal

Lucas Mendes de Oliveira

terça-feira, 28 de junho de 2011

Realidade humana

A realidade humana
É que a sociedade, está doente
A pisque da cidade jé encontra-se podre
O pastor, o juiz, o padre
TODOS!!!!!
Estão doente de dar dó
A verdade já foi dita por Descartes
O pau nasce reto
E o mundo nos entorta e dá nó


E depois vem você
Com aquela novela
Dizendo que não é culpada pelo pivete da janela
Que desaprova as prostitutas mesmo querendo ser uma
Troca cocaina pelo sal
E diz que é uma santa
Mesmo louvando o prazer anal

Lucas Mendes de Oliveira

sábado, 25 de junho de 2011

Ontem

O simbolo de uma orgia
De cerveja moldada
É um belo vomito
No meio da da madruga

Lucas Mendes de Oliveira

Morrer bem!

Na vida agente nasce
E depois vai morrendo lentamente
Curtindo a gravidade agindo sobre nós
Disfarçando com perfume o cheiro da carne apodrecendo

Mas eu prefiro morrer intensamente
Curtir esticar a pele para sorrir ou pra chorar
Deixar que ela se queime com o sol
Se afete pelo mar

Eu quero que o figado se dane
Eu vou continuar molhando ele de alcool
Enchendo meu ar de cigarro
E depois dizer
Sou um ser feliz

Lucas Mendes de Oliveira

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Liberdade

Mundo, o homem é um animal
E nada mais!
Não é porque não lambemos nossos sacos
Que não somos escrotos
Não é porque não praticamos coprófaga
Que não somos um monte de merda
E não é porque nós nos banhamos
Que não somos sujos

Um bom gemólogo, veria a falta de valor do homem
A estupidez de se achar sábio
Somos a corja das criações de Deus
Aliais Deus esse quem nem sabemos se realmente existe
Porém, por ele já matamos milhões

Palmas, palmas, palmas a estupidez humana
O único animal que eu conheço que fez questão de se enjaular
E que de tanto mentir não sabe  mais o que é realidade

Passamos anos e anos desenvolvendo um sistema para viver com saúde
E tudo que temos hoje é um sistema tão podre
Que apodrece   a pisique de todos que vivem nele
Monte de bestas perfumadas com fezes
Doentes em estado terminal, porém com ainda tanto pra viver
E assim vivemos
Sofrendo o mal estar de cada dia
Quando nos falta fôlego  estancando assim o choro
Acreditamos estar felizes
Mas não!
Não seja sínico, maldito pingüim de escritório
Não rasgue sua pele atoa com um sorriso forcado
Será que é possível der realmente feliz no meio de tantas regras
Até para escrever esses versos sujos
Tive que me submeter as malditas regras da língua portuguesa

Somos viciados pelas normas
Ser controlado faz parte de nós
E ainda nos enganamos dizendo: Eu estou no controle
Lutamos por uma liberdade muitas vezes sem um norte
Não temos sabedoria para sermos livres
Somos meros animais
Que contam com a sorte
E admira os relógios esperando a hora da morte

Lucas Mendes de Oliveira

É

Tem gente por ai que diz que a vida é boa
Que Deus é amor
Que o amor é eterno
E muitas outras frases com a nossa quinta letra do alfabeto

Mas, eu me pergunto
Se a fosse boa
Não existira cachaça
Se Deus fosse amor
Ele não seria tudo
Se o amor fosse eterno
Não precisaria de contrato nem terno pra se casar

Lucas Mendes de Oliveira

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Fotografia

Quantas vezes eu no olho para aquela foto
Com um olhar singular
Respiro fundo e me vejo acariciando seus cabelos
Me perco em seu sorriso
É o meu um segundo no paraíso

Mas ai saio desse lugar belo
E volto para o inferno
Que é viver longe de você
Passo a entender  com quantos metros fazem se um quilometro
E quantos quilômetros malvados me separam de você
Roubando de mim, a alegria de viver


Lucas Mendes de Oliveira

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fome

 Fome forte
Pessoa fraca
Conta com a sorte
Pra escapar da morte

Pele seca
Boca travada
Olhos avermelhado
Pele assada pelo sol

Preparado para o abate
Em um grito diz: mate-o
E então seu filho
Come-te cru

Lucas Mendes de Oliveira

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O amor existe!

Sim!
Aqui é aquele que sempre o amor negou
Seguro agora lhes digo, que....
Haaa o amor. Ele existe
Aqui, dentro de mim, pelo menos  tornou-se uma verdade

Lucas Mendes de Oliveira

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sua Culpa

Antes eu era um cético
Não acreditava em nada sincero
Meu deus era Eros
A ciência o meu mor
A crença meu pior
No perfume mais puro
Eu só via o álcool

Agora graças a senhora
Despedaço meu celebro
Me embaraço em versos
Creio no eterno
E espero que o meu seja com você

Lucas Mendes de Oliveira 

Saída

Não sei para que rumo vou
Roubaram meu norte
Me contaram mentiras tão verdadeiras
E hoje creio na sorte

Sinto-me seco dentro de mim
Talvez seja coisa de pessoa do cerrado
Já acostumado a secura entre os galhos
Que aflige meu peito

A solução é dormir
Entrar no meu mundo Dionísico
Provar novamente aquele vinho
Guardado dentro de você
Nos meus sonhos bons
Sempre há hora marcada para rever você

Lucas Mendes de Oliveira

domingo, 8 de maio de 2011

Masturbador

Quem escreve para si
É na verdade um grande masturbador
Não consegue dividir o seu amor

Lucas Mendes de Oliveira

Coprofagia

A madrugada é meu mor
Desperta o meu pior
Me faz procurar por suor
Resulta em poesia
Versos jogados na pia

Como o velho saado já dizia
Cale essa boca e me traga uma bebida
E assim arrasto minha vida
Entre caffes e ruas vasias
Vomitando poesia
Em um grande ato de coprofagia



Lucas Mendes de Oliveira

sábado, 16 de abril de 2011

Vida instável

Vida fraca e instável
Sempre prestes a acabar
Em menos deu um segundo algo pode em sua cabeça entrar
Daí então será apena mais uma mancha vermelha no chão
Um cartucho ainda quente e uma capa de jornal

É só isso, trabalhamos para ter dinheiro
Dinheiro para ter casa
Casa pra se ter uma mulher
E no fim ter um filho
Tentativa tola de se fazer imortal

Lucas Mendes de Oliveira

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Carnal passado

Nunca  ei de esquecer
Do carnaval em que eu conheci você
Nos falamos de Morais, e dos meus  vícios imorais
E como na vida arriscar mais

Mas agora o que faço eu da vida sem você
Você não me ensinou a te esquecer
Agora quero e peco  a todos
Conselhos para não parecer tão tolo

Agora os confetes foram já embora
E está no lixo as fantasias das escolas
Mas não consigo esquecer
E no martírio e pranto eu não posso mais viver

Lucas Mendes de Oliveira

O que somos nos?

Sabe o que você é
Provavelmente entre 70 e 95 quilos de massa gelatinosa
Cheio de banhas, roupas para tampar o natural
Cheio de vícios com uma massa encefálica desprezível

Somos devoradores de gente
Antropofágicos do mal
Vingança realmente se come em um prato frio
Come-te a carne de teu irmão
Mas coma com força
Com vontade
Aquela mesma que você usou para matar sua presa
Animas que se acham muito
Porém são apenas animais em uma selva de pedra e aço

Venha devore o lixo
Divida o escarro
Curta o asco
E coma, assim como animal que você é
Coma crua
Porque mantêm aquele tempero
Ah tempero forte
Apenas presente no sangue fresco
Tempero de morte


Lucas Mendes de Oliveira

A Auto castração

Me faço fraco
Minhas bolas lutam contra a gravidade
 É verdade!
Tiro uma faca
A mais afiada
Texto o corte
Fecho os olhos e preparo-me  para a morte

Então vai, lentamente
Quero curtir meu ultimo prazer
Quero ser um puro
Um castrate católico

Tomo depois alguns antibióticos
Ver ali jogado ao chão
Meu órgão mais amado
Agora cortado
Proibido da ereção

Mas assim me torno um puro e posso me chamar de um irmão
Ser rico bem sucedido
Admirado por todos
Beberei champanhe em banheira e vinho no vaticano
Serei perfeito
Deixarei de ser um ser humano


Lucas Mendes de Oliveira

Odi na Madrugada

Ando agora
Entre essas ruas tortas
Onde vi belas auroras
Onde vivi  belas historias
Vida bela da madrugada
Vivendo apenas da estrada

Bebendo cerveja de bar em bar
Bebendo água ardente, wihsky e gin
Vida boa!
Ruas vazias zuando as esquinas
Vivendo mais!
Mais rapido quebrando os semáferos
Acordando os ratos
Divertir-se intensamente
E quando a mente não agüenta mais
Você simplesmente volta para seu lar
No calor do ninho dorme
Sem importar em acordar

Lucas Mendes de Oliveira

domingo, 10 de abril de 2011

Vida na cidade

Olho pra baixo
Tantas pessoas tantos carros
Vejo aquele velho
Do seu bolso arranca um cigarro
Engatilha o isqueiro
Mas eu estou aqui decidido a desmentir

Admiro aquele que fazem
Aqui a gravidade é forte
As gotas de suar demoram a cair
E nem um miserável olha pra mim

Penso no meu pai, dou um passo
Penso em minha mãe , dou um passo
Penso e meu avo, paro
Penso em você me retraio
Me sinto traído por mim
Um verdadeiro retardado
Retraído sem coragem de ir

Espero por você
Quero cair em teus braços
Mudar para São Paulo
Virar um católico
Não viver o caótico
Parar de beber
Passar a fumar
Só para um dia o vício largar
E quem sabe assim alguém me admira


Lucas Mendes de Oliveira

A Bailarina da Vila Boa


A bailarina da Vila Boa

Eu conheço e tenho historias pra contar
Sobre essa garota
São tantos copos, tantas mesas e um só bar( e algo para cantar)
E no final resta uma conta longa uma conta longa
Ela se equilibra como uma bailarina
E de baixo do braço seu abraço em seu copo com pinga

Tantas encrencas, gargalhadas e lagrimas presentes e passadas
Com uma só pessoa
Com uma finése  importada da vila boa
Que agüenta minhas amantes tão errantes e mau pagas
E diz que é tudo atoa
Ela se equilibra como uma bailarina
E de baixo do braço seu abraço em seu copo com pinga


Lucas Mendes de Oliveira 

Ontem

Lembro-me da ontem
Tá nao lembro tanto assim como digo
Maldita bebida de purificação; maldito malte
E o whisky a........ como fui me esquecer de você
A sua versão anglo latina, portuguesa africanizada

Feridas na minha mão mensagens no meu bolso
No banheiro aquele cheiro da fermentação
Repudio da nossa família
Olhos vermelhos, sede mediterrânea

Aquele maldito sujeito
Ele ficou um dedo de colocar a mão na minha cara
Séria melhor assim
De que adianta ler os Alemães, franceses e os outros clássicos
; DA NOSSA VIDA
Prometo parar, um dia

Lucas Mendes de Oliveira

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Felicidade Plena

Hoje estou feliz
Estou feliz porque o dia está para acabar
Cada dia acordo ansioso para mudar a página do calendário
Tal glossário matemático que conta o tempo que falta para eu te ver
Ligo a T.v para ver se o tempo passa mais rápido

No rádio presto atenção nas letras de amor
Isso deve mostrar que estou apaixonado
Escrevo um soneto, rasgo um poema crio um dilema
Faço tudo só pra tentar parar de pensar
Que se faltam ainda alguns dias para eu te ter em meus braços

Dia lindo será esse
Acho que vai fazer sol
Ma também isso pouco vai importar
Quando meus olhos captarem a luz que teu corpo emana
E você me lançar aquele sorriso que é só seu
Eu vou saber que a espera valeu apena
E que todos esses dias que esperei são poucos comparado a aquele instante belo

 Lucas Mendes de Oliveira

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Métricas Babacas


Amor verdadeiro é só você
 Faz meu coração forte palpitar
 Sorriso tão lindo como o mar
Cria um desejo profundo de vê-la

Em seus braços eu quero morar
Você é a resposta do meu ‘’que’’
Por que ter olhos se eu não posso ter-la
Oh coração que não sabe amar!

 Por que na vida devo eu sofrer
Essa grande falta de ter você
Deus mal esse que quer me separar

O meu coração bate sem parar
Mas eu muito me pergunto pra que?
Se estou aqui longe de você.


Lucas Mendes de Oliveira

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Encavernados

Manipulados pela  obscuridão

Mundo cercado de falcas verdades
Controlados pelo medo
Robôs mal programados

Habitantes dos lugares fétidos
Somos movidos pelos nossos desejos mais sujos
Fetiches  maldosos , vontade de dominar
Escravizados pela ignorância.

Lucas Mendes de Oliveira





sexta-feira, 1 de abril de 2011

Do que somos feitos


Ser humano,  é ser imperfeito
O homem não presta
A mulher não vale nada
Somos enganados diariamente
E ainda temos coragem de exibir nossos dentes

Procuramos sempre lutar contra a natureza
Fingimos não ser animais
Mas a carne é fraca!
Somos meros mortais
Vivemos no limiar
Vem o grito do chumbo
Em menos de um segundo somos apenas carne podre
Carne fria jogada ao chão

Lucas Mendes de Oliveira

quinta-feira, 31 de março de 2011

Suburbanos

Poetas do nada
Alcoólatra, safados
Pederastas orgulhosos
Mendigos endinheirados
Desfilado sua riqueza européia, no verão tropical
                                                                                 
Eu cuspo no seu olho
Vomito na sua boca
Urino na rua roupa
Parte rota, rota as suas prisões chamadas de lar
Ah... lar doce lar
Muros altos me recobrem, estatuetas que não entendo estão na minha sala
Desperdiço de carrára

Burguesia gorda, tola
Continuem a brigar por nada
Pois, quem sabe um dia vocês se matem

Lucas Mendes de Oliveira

Questões?

A bíblia diz
Que muitos falsos profetas aparecerão
E então aparece
Um chamado espírito santo
E ainda dizendo que é Jesus

Sacrilégio, sacrilégio
Padre! tire esse menino de baixo de sua bata e venha gritar comigo
Pastor! pare de roubar esse dinheiro e venha gritar comigo
Esse dito espírito santo fora um falsário de  nosso messias

É esse ser satânico, para ser ainda mais maligno
Escreveu um livro
Essas escrituras fizeram já várias vítimas
Provocou diversas guerras
E gerou muitas mortes
Esse livro se chama Bíblia.

Lucas Mendes de Oliveira

O Medo

Medo ,antiga Cleopatra
Com grito em coro
Lagrimas de verdadeiro choro
Formosa ópera real

Amigo vermelho
Amigo verde
Companheiro de fato
Parceiro confiável.

Lucas Mendes de Oliveira


Carne Materna

Sangue materno
Sangue sujo que jorra mensalmente
Que fede, sangue cremoso

Quero um sangue mais puro!
Quem sabe procure outro lugar
Um corte bem feito na jugular

Sangue límpido
Escorra pelas minhas mãos lentamente
Suba a minha mente
Vai, pegue a navalha!
Admita que também é um canalha
Cortas tua mãe

Experimente lentamente
Curta o momento, não sufoque os gritos
Grite também, a orgia é nossa
Você é meu convidado para comer essa carne não maturada
Carne de minha carne
Sangue de meu sangue
Meu, meu, meu e meu
Com um copo de leite, faço um banquete
Com carne materna.

Lucas Mendes de Oliveira