quinta-feira, 31 de março de 2011

Suburbanos

Poetas do nada
Alcoólatra, safados
Pederastas orgulhosos
Mendigos endinheirados
Desfilado sua riqueza européia, no verão tropical
                                                                                 
Eu cuspo no seu olho
Vomito na sua boca
Urino na rua roupa
Parte rota, rota as suas prisões chamadas de lar
Ah... lar doce lar
Muros altos me recobrem, estatuetas que não entendo estão na minha sala
Desperdiço de carrára

Burguesia gorda, tola
Continuem a brigar por nada
Pois, quem sabe um dia vocês se matem

Lucas Mendes de Oliveira

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